Sadomasoquismo: Tudo que Você Precisa Saber

O sadomasoquismo é uma prática controversa: há quem tenha interesse e mantenha relações nessa linha, mas também existe quem o considere algo impensável ou impraticável.

Mas, desde que ganhou mais destaque em livros e cinema, como em 50 Tons de Cinza, o sadomasoquismo vem atraindo mais adeptos. Mais, afinal, você sabe ao certo o que é essa prática? A seguir, esclarecemos essa questão e apontamos as principais técnicas sadomasoquistas. Confira!

Sadomasoquismo

O que é o sadomasoquismo?

O sadomasoquismo, que também é chamado de sadomaso ou S&M, é uma prática na qual um casal busca o prazer pela imposição e recebimento de dor. Curiosamente, não está ligado somente ao sexo, mas em ter prazer pela dor.

Também é fácil entender o sadomasoquismo verificando a etimologia da palavra, que une duas tendências sexuais, o sadismo e o masoquismo. O sadismo é uma palavra inspirada em Marquês de Sade, escritor francês que viveu nos séculos XVIII e XIX e se tornou famoso por suas obras que traziam práticas sexuais baseadas no sofrimento, na dor.

Já o masoquismo se tornou popular com Leopold von Sacher-Masoch, escritor e jornalista austríaco do século XIX. Seu conto mais conhecido, Vênus em Peles, descreve fantasias sexuais com uma mulher dominante, retratando o prazer pela submissão, o que causou bastante polêmica na época, já que a sociedade era predominantemente machista.

Em 1886, o psiquiatra Richard Freiherr von Krafft-Ebing criou, em seu livro Psychopathia Sexualis, o termo sadomasoquismo, unindo essas duas palavras para melhor retratar a busca pelo prazer por meio da dor, com uma pessoa dominante e outra submissa.

Como é o sadomasoquismo na prática?

Toda relação sadomasoquista é feita em casal, sendo que uma parte é sádica (aquele que sente prazer ao ver o outro sofrendo ou faz a pessoa sentir dor) e a outra é a masoquista (sente prazer ao vivenciar a dor).

A maior dúvida das pessoas é como alguém consegue sentir prazer ao ter dor. Segundo uma pesquisa da Northern Illinois University, nos Estados Unidos, a prática sadomasoquista reduz drasticamente o nível de cortisol no organismo, o que faz com que a dor se assemelhe ao prazer.

Outro estudo da Imperial College London, da Inglaterra, diz que a prática do sadomasoquismo libera dopamina, que é um neurotransmissor relacionado ao prazer, compensando a dor.

Independentemente do motivo que leva ao prazer, uma coisa é certa: toda relação sadomasoquista tem uma parte dominante (que manda) e outra submissa (que obedece sem questionar).

Quem será dominante e submisso sempre é estabelecido pelo casal antes da relação. Eles também definem o que é interessante para ambos, ou seja, o que pode ser feito, e estabelecem uma senha de segurança, que é uma palavra que ao ser dita faz o dominante parar de infligir a dor.

Portanto, embora possa parecer algo esquisito demais para algumas pessoas, o sadomasoquismo é uma relação que preza pelo prazer e respeita o outro e suas vontades.

Principais técnicas de sadomasoquismo

Possui curiosidade de saber quais são as principais técnicas de sadomasoquismo? Preparamos uma lista com as mais praticadas. Conheça, a seguir, quais são elas:

  • Spanking: trata-se do hábito de bater no submisso com a mão ou objetos, como a palmatória;
  • Bondage: consiste em amarrar o submisso em algo, como a cama, mesa ou cadeira, ou imobilizá-lo totalmente. Geralmente, essa técnica costuma ser combinada com outras, como a spanking;
  • Servir de animal: é quando o masoquista interpreta um animal, geralmente um cachorro ou cavalo. A parte dominante usa acessórios, como chicotes, para causar dor;
  • Mumificação: ocorre quando o masoquista é imobilizado totalmente, enrolado como se fosse uma múmia, o que é feito com papel filme, tomando o cuidado de não prejudicar a respiração ou articulações do par;
  • Negação do orgasmo: o dominante provoca ao máximo o submisso, ao ponto de perceber que o outro atingirá o orgasmo, e para a estimulação abruptamente;
  • Tortura: comumente feita com objetos cortantes e pontiagudos (facas, agulhas e prendedores), inclusive com fogo, cera e óleo quente, água, asfixia e choque elétrico;
  • Infantilismo: nada mais é que a prática de infantilizar a pessoa, utilizando fraldas, brinquedos, mamadeira, entre outros. Um interpreta uma criança e o outro assume o papel de cuidador;
  • Podolatria: trata-se da adoração aos pés, também chamada de podofilia. Neste caso, os pés são utilizados em jogos sexuais, como o que a parte sádica anda sobre o masoquista com um salto agulha.

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